Se você desconfia da arte moderna, se tem dificuldades em determinar o que é arte ou gosta do que é bom, recomendo que assista este vídeo AGORA!

Neste ensaio, o filósofo inglês Roger Scruton fala sobre a importância da Beleza e sua ausência no tempo contemporâneo com as consequências disso.

Particularmente, acho posições muito coerentes e sensatas. A beleza tem mesmo algo de transcendental que a sexualidade vulgar e animalesca é capaz de retirar. Daí viria a sensação de culpa que geralmente acomete as pessoas após satisfeitos os impulsos instintivos.

Ele começa o vídeo expondo os seguintes argumentos:

  • Hoje o princípio da arte é o egoísmo, e com isso ela (e por consequência a arquitetura) tornou-se estéril.
  • Beleza é essencial na nossa civilização.
  • Estamos rodeados de feiura e alienação.
  • A beleza não é subjetiva mas uma necessidade do espírito humano. Beleza traz consolação na tristeza e confirmação na alegria.
  • Se qualquer coisa pode ser arte, então não há mais necessidade de habilidade, gosto ou criatividade.

Vai muito mais além, mas só pra começar já diferencia o “tudo é arte” que surgiu para contrapor o “nariz empinado” do meio artístico do que realmente é capaz de nos tocar a alma, provocar reações profundas (inspirar, fazer nossa alma vibrar).

Com a torrente de grosserias e reações animalescas que somos expostos todo dia, algumas pessoas ficam tão insensíveis ou suscetíveis que chegam até a duvidar da existência da alma e da validade desta verdadeira Arte.

Ao verificar a diferença que a Arte (que nos move e nos inspira a ser melhores, a um mundo melhor) pode provocar em nós mesmos, não há como admitir o “qualquer coisa é arte”.

Quadrinhos podem ser arte? Se nos ajuda, nos mostra e impulsiona para que sejamos mais humanos que meros seres, sim. Se está aí para meramente satisfazer caprichos, excitar instintos e com isso nos tornar mais animalescos, … neh.