Por causa deste nome já recebi vários pedidos de trocas com zines de poesia punk, mas a verdade é menos tresloucada e “revolucionária” do que aparenta.

Inicialmente vejamos de onde vem o nome. Cobaia é um tipo de porquinho-da-índia (cavia porcellus) muito usado antigamente em pesquisas científicas no século XVII, embora a popularização do seu uso como termo genérico para objetos de pesquisa foi registrada no século XX no dicionário Oxford. (fonte: Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Cobaia)

Sintetizando, é um nome relacionado à pesquisa e experimentação científica. Este termo é mais próximo da ideia que me fez lançar o Cobaia. Usando a lógica e a observação da aplicação de diferentes estilos, procuro observar a reação dos leitores para chegar a conclusões afastando-me dos achismos hipotéticos que inundam e poluem nossas ideias.

Em uma visão mais ampla, podemos ver que o próprio Cobaia sou eu mesmo. Os estilos, maneiras, técnicas estão relacionados por convenções. Como eu estou relacionando essas variáveis, como minha percepção e minhas experiências estão dirigindo essas construções de histórias? O objetivo final é o autoconhecimento através da experimentação. Tenho os Clássicos (Platão, Confúcio, Marco Aurélio) como guia e orientação de pessoas que já estão mais adiante nessa trilha para que eu não me perca em elucubrações intermináveis.

Assim tenho uma base de tripla sustentação: 1- o meio para extrair experiência vivencial (o cotidiano); 2- os conceitos arquetípicos para verificar e servir de guia; 3- orientação de pessoas mais experientes. Os quadrinhos seriam então o laboratório onde é feito o produto final – a síntese da experiência. Essa síntese não apenas serve para mim, que agora me conheço (e à natureza humana) melhor, mas para que outros também possam conhecer essa síntese e realizar suas próprias experiências.

Com mais conhecimento de nós mesmos (um conhecimento que é totalmente prático e útil), podemos viver melhor. Vivendo melhor podemos fazer coisas melhores e tratarmos melhores uns aos outros. Com uma melhor convivência podemos ter uma melhor sociedade! Com melhores sociedades, podemos ter um mundo melhor!

É tudo muito lógico! ;-)